cinema no pátio

Em agosto, terá lugar a quarta edição do Cinema no Pátio, com sessões ao ar livre, programada por Eduardo Brito.

 

O cinema, como síntese de todas as artes, consegue representar o irrepresentável.

E consegue-o aproximando-se de uma ilusão de realidade assente na mais bela das mentiras: o cinema ele mesmo, como desvelamento de aparições, como aparência das coisas estarem e acontecerem lá, neste lá mesmo à nossa frente. Pelo cinema  conseguimos ver o que não vemos no mundo de cá. Inegável paradoxo? Talvez, mas apenas se não o considerarmos em termos cinematográficos: é que pelo cinema estamos sempre mais próximos do impossível. A proposta destas sessões anda à volta de algumas invisibilidades que o cinema, precisamente, dá a ver (não só mas também): a morte em O Sétimo Selo, (Bergman, 1957), os anjos em As Asas do Desejo(Wenders, 1987), o outro eu em A Dupla Vidade Véronique(Kieslowski, 1991) e os sonhos, em Corpo e Alma(Enyedi, 2017). – por Eduardo Brito

 

Eduardo Brito.

Eduardo Brito trabalha em cinema, fotografia e escrita. Tem mestrado em Estudos Artísticos, Museológicos e Curadoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Na FBAUP é assistente convidado e investigador no I2ADS. Foi coordenador do projeto de arquivo, curadoria e edição de espólios fotográficos do Reimaginar Guimarães, desenvolvido na Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

 

conheça todo o programa aqui

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