música

luís severo

apresenta o sol voltou

28 Set

Sábado

22:30

7 eur

blackbox

Sem aviso prévio, num dia solarengo desta primavera, Luís Severo escreve-nos. Já não o fazia desde 2017, aquando de Luís Severo, disco homónimo que carimbou o músico e cantor português, agora com 26 anos, como um dos mais interessantes compositores da atualidade nacional, arrecadando ainda diversos títulos de melhor disco português, por exemplo, para os leitores da Blitz e para a rádio Radar. Nesse mesmo ano, na reta final, voltou a escrever-nos, desta para nos agraciar com um presente natalício: um disco ao vivo, onde o encontramos como muitas vezes o vemos em palco, sentado e debruçado sobre as teclas do piano como se estivesse no seu quarto. Recuando no tempo, a primeira vez que ouvimos o nome de Luís Severo foi no já longínquo início desta década. Apresentava-se como O Cão da Morte e tinha em João Sarnadas, que conhecemos como Coelho Radioactivo, confiança depositada como seu parceiro de aventuras, da amizade à colaboração artística. No entanto, é só a meio da década que uma maior fasquia do público português se entrega às suas canções. Cara d’Anjo, o primeiro disco que se apresenta em nome próprio, mostrava na capa um rapaz com ar de tímido, deitado na cama, no recanto da sua intimidade. As primeiras reproduções criavam burburinho nas rádios e a crítica apontava-o como algo ainda inexistente na nova música portuguesa. O disco catapultou Severo e o músico tornou-se numa promessa quase confirmada, um “quase” que caiu de imediato com o seu segundo disco, em 2017, quando nos escreveu pela última vez, pouco antes de escrever a canção “Minha Sorte” para o mais recente disco da fadista Cristina Branco. Sem aviso prévio, dois anos depois do último trabalho, Luís Severo surge no desflorar da primavera com O Sol Voltou, novo disco em que rompe com algum do autodistanciamento que o caracteriza, fruto da maturidade e, segundo o próprio, “fruto de estéticas enfeitadas e de alguma musculatura pop”. Composto em total solidão, onde assume todos os instrumentos presentes no disco, diz-nos ainda que este é o seu álbum “mais pessoal e confessional”. Fruto do descomplexo com o seu Eu, acrescenta que, liricamente, é um trabalho com “mais amor e menos paixão, mais família e menos multidão, mais vida mas também mais morte”. O Sol Voltou é mais Luís e menos Severo, uma prova viva de um escritor de canções que não sabe fazer uma má canção.

 

Acclaimed Portuguese singer-songwriter Luís Severo presents his third album, ‘O Sol Voltou’.

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