música

semibreve: kode9 / rian treanor

26 Out

Sábado

23:59

7 eur *

blackbox

O festival SEMIBREVE regressa para a 9ª edição que decorrerá em Braga, de 25 a 27 de outubro, repartindo‐se entre o Theatro Circo, o gnration, Casa Rolão, Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho e Capela Imaculada do Seminário da Nossa Senhora da Conceição.

Podemos largar-nos na pista de dança e aceitar a música que Kode9 nos dá, mas também podemos perceber a importância que Kode9 tem para uma parte significativa do resto da música que ouvimos. Para além de três álbuns de estúdio, o britânico fundou e dirige a Hyperdub, editora incontornável para se mapear uma boa parcela da música electrónica contemporânea insubordinada. Com ela, Kode9 teve um papel vital no estabelecimento do dubstep, refugiando o magistral espólio de Burial ou agitando a cena com Fatima El Qadiri, Laurel Halo ou Babyfather. Licenciado em Filosofia, algumas das suas reflexões sobre música e cultura sonora, são partilhadas e ensinadas em palestras e masterclasses académicas. Habituado a mergulhar bem fundo nos assuntos musicais, não se espera, por isso, que uma sessão de DJ de Kode9 seja menos que uma lição bem dada. Seremos alunos motivados para esta aula.

Em março deste ano, Rian Treanor editou “Ataxia”, o seu primeiro álbum depois de alguns brilhantes EPs que colocaram o seu nome altamente detectável no radar da electrónica. “Ataxia” significa incoordenação patológica dos movimentos do corpo. E, de facto, lançarmo-nos para a música de Treanor é testarmos alguns dos nossos limites e observarmos como respondemos a eles. São composições angulosas e labirínticas, muitas vezes de geometria não convencional, feitas de estruturas assimétricas e padrões abruptos, mas poucas vezes ouvimos algo tão cristalino e com tamanha exactidão, onde pairamos estupefactos pela total ausência do supérfluo. Ou seja, qualidades letais para que o nosso corpo lhe obedeça cegamente, deixando-nos apenas a faculdade motora que articula o sorriso para que lhe agradecermos uma experiência que felizmente não iremos conseguir esquecer.

 

*bilhetes de acesso ao gnration limitado à lotação da sala.

 

SEMIBREVE festival returns to Braga, Portugal, for its 9th edition between 25th and 27th of October 2019. The festival will take place in various venues, including the historic Theatro Circo, the restored 18th century building Casa Rolão, the cuttingedge contemporary venue gnration, the medieval room dated from the 15th century Salão Medieval da Universidade do Minho and the astonishing modern chapel Capela Imaculada do Seminário Menor.

We can let go on the dancefloor and accept the music Kode9gives us, but we can also understand the importance Kode9 has for a significant part of the other music we listen to. Besides three studio albums, the british artist has founded, and runs, Hyperdub, na essential label to map a considerable chunk of insubordinate conteporary electronic music. With it, Kode9 played a vital role in establishing dubstep, giving sanctuary to Burial’s magnificent catalogue, or livening up the scene with Fatima El Qadiri, Laurel Halo or Babyfather. With a Philosophy degree, some of his thoughts on music and sonic culture are shared and taught in academic lectures and Master classes. Used to delve deep into musical matters, we don’t expect a DJ set by Kode9 to be anything less than a well planned lesson. 

In March of this year, Rian Treanor released  “Ataxia”, his first album after a fee brilliant Eps which made his name a highly visible one in the electronica radar. “Ataxia” means a pathological lack of coordination of body movements. And, in fact, to launch into Treanor’s music is to test some of our limits and observe how we respond to them. They’re angular and labyrinthine compositions, often with a non-conventional geometry, made of asymmetrical structures and abrupt patterns, but we’ve rarely heard something so crystalline and with such exactitude, where we hover stunned by the total absence of the superfluous. That is, lethal qualities to make our body obey it blindly, leaving us only our motor functions which articulate our smiles, to thank him for an experience which we’ll gladly never forget. 

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