música

jenny hval

apresenta classic objects

24 Nov

Quinta

22:00

7 eur

blackbox

Na Noruega ou noutro país, Jenny Hval tem vindo a fazer nome tanto como artista como escritora. Multidisciplinar e transgressiva, palavras regularmente utilizadas para descrever a sua arte, definem uma artista que alcança expressão através da música, literatura, arte visual e performance. De escritora, que se estreia em 2009 com o romance “Perlebryggeriet”, a um conjunto de colaborações artísticas e trabalhos assinados em instalações sonoras, composições, produções e performances, Jenny revela-se como uma artista única.

Desde a sua estreia em disco em 2006, sob o nome Rockettothesky, alcunha atribuída depois de ter gravado a sua primeira canção e nome que viria a pôr fim em 2010, Jenny Hval desenvolveu uma distinta aproximação a uma sonoridade mais intima. Em To Sing You Apple Trees e Medea, os dois primeiros da vida artística e únicos como Rockettothesky, já era faceta que se lhe notava. Viscera (2011, Rune Grammofon), o primeiro em nome próprio, indiciava que estaríamos perante algo único. A Uncut colocava-o já então como um dos 50 melhores discos do ano.

Com Innocence Is Kinky (2013) e Apocalypse, girl (2015), este último na editora Sacred Bones, Hval recebeu a mais profunda aclamação internacional pela sua fascinante voz, entrega singular e composição que cada vez mais incorporava elementos de poesia, prosa, escrita, performance e cinema.

Em 2016, lança Blood Bitch e gera um estridente falatório em torno do novo trabalho. A opinião é consensual para as maiores e melhores publicações de música: Blood Bitch é um disco de excelência. No final do ano, o novo disco da norueguesa assume as tabelas de melhores discos de 2016, onde o vemos nos lugares primordiais para a imprensa musical como a FACT (#1), The Line Of Best Fit (#1), The Independent (#4) e The WIRE (#6). Em abril do ano seguinte apresenta-o no gnration, num concerto que ainda perdura na memória de todos.

O sétimo disco de estúdio surgiria três anos depois de Blood Bitch. The Pratice of Love, disco inspirado no filme com o mesmo nome realizado pela provocadora artista austríaca Valie Export, encerraria a sua passagem pela Sacred Bones, antes de rumar à sua nova casa, a gigante 4AD. O novo disco, Classic Objects é, segundo a própria, a sua versão de um disco pop. Certo é que já é um dos melhores discos que este 2022 nos deu e volta a prometer mais um enorme concerto da norueguesa.

 

Norwegian artist and writer Jenny Hval has developed her distinct take on intimate sound since the release of her debut album in 2006. Her artistic voice is altogether present, accessible and obscurely complex at the same time. Classic Objects, her recent album, is Hval’s version of a pop album and certainly one of the best albums of 2022 so far.

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