exposição
laboratórios de verão 2026
bruno mesquita, maria amaro + calgon, marisa fernandes, sandra teixeira
Após um verão em residência artística, levanta-se o véu sobre as novas obras, criadas no âmbito da 12.ª edição dos Laboratórios de Verão. A vertente expositiva deste programa é composta por três instalações: O que corre por baixo, de Bruno Mesquita, Quantos lados tem o monte?, de Marisa Fernandes, e Prova de Luz, de Sandra Teixeira. A mostra dos Laboratórios de Verão conta ainda com o concerto audiovisual de Maria Amaro e Calgon.
o que corre por baixo
bruno mesquita
Diz-se, em tom de brincadeira, que quem nada no rio Ave não tarda a ganhar guelras. Esta crença reflete o imaginário das pessoas que vivem à margem de um rio que durante décadas foi dos mais poluídos do país. O que corre por baixo, de Bruno Mesquita, procura o que ainda sobrevive nas profundezas do Ave. Através de uma instalação audiovisual, o artista converte os movimentos subaquáticos do rio em imagens, cada uma correspondendo a uma zona específica do caudal — Guimarães, Santo Tirso e Vila do Conde. As imagens são acompanhadas por uma peça sonora multicanal, construída a partir de gravações de campo captadas nesses locais e difundidas por colunas assentes em pedras trazidas do Ave.
quantos lados tem o monte?
marisa fernandes
A cumeeira é a linha que acompanha a parte mais elevada de uma montanha. Na Serra do Sameiro esta linha coincide com a fronteira entre Braga e Guimarães. Partindo deste limite, Marisa Fernandes desenha Quantos lados tem o monte?. Através de caminhadas, a artista foi fotografando e recolhendo amostras de solo, cinzas de incêndios e plantas invasoras. Prolonga-se depois aos arquivos de Braga e Guimarães, onde surgem outras imagens e relatos das diferentes paisagens. Esta investigação materializa-se numa obra composta por mapa-colagem, um móvel concebido pela artista, onde se reúnem objetos, desenhos e imagens, e dois vídeos.
prova de luz
sandra teixeira
Em Prova de luz, Sandra Teixeira cria um diálogo entre duas superfícies fotossensíveis: a folha da Begonia pavonina, que em ambientes de sombra desenvolve uma superfície iridescente capaz de refletir e aproveitar a luz; e o papel fotográfico que reage à luz através de processos químicos que permitem fixar uma imagem. A partir desta aproximação, a artista observa as duas superfícies e as suas relações com a luz através de um microscópio, ampliando-as até se tornarem irreconhecíveis. Estas imagens são compiladas num vídeo e transformadas em som a partir das suas variações de luz e sombra. A instalação inclui ainda folhas de papel reciclado com sais de prata, utilizados no processo de revelação, e fotografias resultantes da observação do papel fotográfico, onde são revelados fantasmas das pinças e da lente do microscópio.
curadoria filipa valente
parceiros
caaa centro para os assuntos da arte e arquitectura
solar – galeria de arte cinemática
lac laboratório de actividades criativas
os programas de apoio à criação artística local do gnration são apoiados pelo super bock group.
apoios república portuguesa – cultura, juventude e desporto / direção-geral das artes / rede de teatros e cineteatros portugueses (rtcp). rede portuguesa de arte contemporânea (rpac).

















