exposição
index 2026 — road runner, por cemile sahin
Artista visual e escritora, Cemile Sahin é uma contadora de histórias exímia. O seu trabalho reflete a sincronicidade da comunicação atual, fortemente baseada em palavras e imagens. Trabalha com cinema, fotografia, literatura e escultura, abordando de forma crítica as estruturas de poder, a guerra e a violência. As histórias que cria são deliberadamente elípticas e fragmentárias, inspirando-se no formato episódico das séries de televisão e dos vídeos da internet.
Sahin reconhece a subjetividade e a codificação de todas as narrativas, bem como a sua instrumentalização pelos media e pela política para a nossa compreensão da História. As suas obras entram num ritmo vertiginoso ao usar conscientemente estas dinâmicas mediáticas, arrastando os espectadores para conclusões inesperadas e, por vezes, desconfortáveis. Nascida em Wiesbaden, na Alemanha, e com ascendência curda-alevita, o seu trabalho expositivo tem tido grande reconhecimento um pouco por toda a Europa. As suas obras integram as coleções do Museu de Ludwig (Colónia), do Kunstmuseum Stuttgart, da Kunsthaus Zürich, da coleção Julia Stoschek (Berlim/Düsseldorf), do museu de arte contemporânea Castello di Rivoli (Turim), da coleção da Família Servais (Bruxelas) e a Coleção de Arte Contemporânea da República Federal da Alemanha.
Em diálogo com o trabalho expositivo, Cemile Sahin publicou três romances. O primeiro, Taxi , saiu em 2019 e valeu-lhe o prémio literário alemão Alfred Döblin. Seguiram-se Alle Hunde Sterben (Todos os Cães Morrem, 2020) e Kommando Ajax (2024), este último selecionado para o Prémio de Literatura de Viena. Em 2025 foi distinguida com o prémio literário Erich Fried. A exposição do INDEX 2026 no gnration apresenta duas obras recentes da artista: ROAD RUNNER (2025) e BB – Born to Bloom (2025).
road runner
ROAD RUNNER é um thriller de ficção científica que conta a história de duas irmãs presas entre o mundo físico e o virtual, numa distopia futura dominada por drones. A protagonista, Bêrîtan, luta para libertar a sua irmã de um cativeiro digital. Através do uso de uma linguagem pop que mistura imagens, texto, publicidade, animação e outros filmes, inclusive, Sahin cria narrativas fragmentadas inspiradas nas séries de televisão e dos vídeos online. O uso de cores vivas e o ritmo acelerado das suas obras remetem para a cultura pop e para os videojogos, enquanto aborda temas políticos atuais, como a utilização de drones por parte de empresas e regimes autoritários.
apoios república portuguesa – cultura, juventude e desporto / direção-geral das artes. rede portuguesa de arte contemporânea (rpac). rtcp – rede de teatros e cineteatros portugueses.

















