exposição

index 2026 — bb born to bloom, por cemile sahin 

7 Mai 2026

a 8 Ago 2026

gratuito

galeria um

m/6

Artista visual e escritora, Cemile Sahin é uma contadora de histórias exímia. O seu trabalho reflete a sincronicidade da comunicação atual, fortemente baseada em palavras e imagens. Trabalha com cinema, fotografia, literatura e escultura, abordando de forma crítica as estruturas de poder, a guerra e a violência. As histórias que cria são deliberadamente elípticas e fragmentárias, inspirando-se no formato episódico das séries de televisão e dos vídeos da internet.

Sahin reconhece a subjetividade e a codificação de todas as narrativas, bem como a sua instrumentalização pelos media e pela política para a nossa compreensão da História. As suas obras entram num ritmo vertiginoso ao usar conscientemente estas dinâmicas mediáticas, arrastando os espectadores para conclusões inesperadas e, por vezes, desconfortáveis. Nascida em Wiesbaden, na Alemanha, e com ascendência curda-alevita, o seu trabalho expositivo tem tido grande reconhecimento um pouco por toda a Europa. As suas obras integram as coleções do Museu de Ludwig (Colónia), do Kunstmuseum Stuttgart, da Kunsthaus Zürich, da coleção Julia Stoschek (Berlim/Düsseldorf), do museu de arte contemporânea Castello di Rivoli (Turim), da coleção da Família Servais (Bruxelas) e a Coleção de Arte Contemporânea da República Federal da Alemanha.

Em diálogo com o trabalho expositivo, Cemile Sahin publicou três romances. O primeiro, Taxi , saiu em 2019 e valeu-lhe o prémio literário alemão Alfred Döblin. Seguiram-se Alle Hunde Sterben (Todos os Cães Morrem, 2020) e Kommando Ajax (2024), este último selecionado para o Prémio de Literatura de Viena. Em 2025 foi distinguida com o prémio literário Erich Fried. A exposição do INDEX 2026 no gnration apresenta duas obras recentes da artista: ROAD RUNNER (2025) e BB – Born to Bloom (2025).

bb — born to bloom

Em BB — Born to Bloom, Sahin continua a explorar a interseção entre guerra e natureza, temas que têm vindo a fazer parte da sua linguagem artística. A artista investiga como a natureza se torna não só um palco de conflito armado, mas também uma ferramenta de estratégia militar: as paisagens transformam-se em barreiras, os recursos naturais tornam-se motivos de guerra e as florestas servem de camuflagem. A própria natureza carrega, também, uma identidade coletiva, tornando-a um alvo de guerra psicológica. Nesta coleção de obras, Cemile Sahin representa topografias diferentes, ainda que historicamente ligadas — a Suíça e o Curdistão. Nos ecrãs LED, Sahin bombardeia-nos com imagens ousadas, quase cartazes, que acabam por se inverter: os Alpes suíços revelam-se como um dispositivo militar repleto de bunkers e servindo de arena para exercícios com tanques; do outro lado, as cadeias montanhosas curdas emergem como um país que sustenta a vida, bem como o património cultural, e personifica a liberdade há muito esperada.

apoios república portuguesa – cultura, juventude e desporto / direção-geral das artes. rede portuguesa de arte contemporânea (rpac). rtcp – rede de teatros e cineteatros portugueses.

 

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