música

midori hirano

otonoma

9 Out 2026

Sexta

21:30

9 eur

blackbox

m/6

plateia sentada

Foi com LushRush (2006) que Midori Hirano se mostrou pela primeira vez. Intercalando o piano e outros instrumentos de cordas com glitches (falhas eletrónicas) e samples, a compositora dizia bem ao que vinha. A consolidação chegou dois anos depois com klo:yuri (2008). Editado pela japonesa noble – selo responsável por lançar boa parte da eletrónica experimental do país ao longo da década de 2000 –, este segundo trabalho foi amplamente aclamado pela crítica. A revista Time chegou a descrevê-lo como “familiar e estranho em simultâneo, e com a qualidade inefável de um sonho”. 

Natural de Quioto e atualmente a viver em Berlim, começou a tocar piano ainda na infância. Eventualmente chegou aos sintetizadores analógicos e modulares, e às suas infinitas possibilidades. A sua música sobrepõe a esfera da composição clássica que estudou e o interesse pela experimentação eletrónica, pelos sons sintetizados, pelo processamento sonoro e pela fragmentação de gravações de campo.  

OTONOMA (2026), o disco mais recente que apresenta neste concerto, parece ser o culminar de toda esta prática. Lançado pela Thrill Jockey em fevereiro deste ano, o álbum canaliza todo o percurso em nome próprio da compositora, com lançamentos em editoras como a Sonic Pieces, a Daisart e a Dauw, bem como as explorações rítmicas sob o pseudónimo MimiCof. Ao longo das dez faixas de OTONOMA, a compositora recorre a sequenciadores de sintetizador modular para criar padrões que funcionam como contraponto às melodias. A ênfase dado às texturas do sintetizador, a sua interligação com o piano e a variedade de ritmos tornam-se na marca distintiva da atmosfera deste disco. 

Somando comparações a pioneiros como Philip Glass e Suz­anne Ciani, Midori Hirano chega no outono ao gnration para apresentar OTONOMA, na sua primeira passagem por Portugal em mais de dez anos. 

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